Se alguém duvida de que a unipolaridade vira mortadela que pergunte ao BRIC. A sigla formada pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China designa um novo clube de nações que põe em questão a ordem mundial, que já era fluida depois do desaparecimento da União Soviética.
Os índices macrométricos desses quatro gigantes são conhecidos: com mais de 2,7 bilhões de habitantes, têm 40% da população mundial; superam os 20% de seu PIB; Índia e China são Terceiro Mundo clássico, Brasil está deixando de sê-lo e Rússia evitou cair nele; a raça branca - Brasil e Rússia - apenas contribui com 200 ou 250 milhões de membros do grupo; o cristianismo, todas as suas versões compreendidas, figura com 300 ou 350 milhões e o restante se reparte em hinduístas, budistas, muçulmanos e o culto aos antepassados que em tempos de Mao se denominava a "tenda de Confúcio"; e quanto a línguas, o mandarim e o hindi, com mais de 1 bilhão de falantes cada, predominam. Mas toda essa taxonomia só fala de diferença, heterogeneidade, amálgama. Deve haver algo diferente que aproxime esses países, que explique o interesse em coordenar-se, em crer que algo no futuro lhes é comum.
O cientista político francês Dominique Moïsi propunha em um artigo de 2007 quatro categorias: países de "apetite", "ressentimento", "medo" e "indecisos". Os quatro BRICs entram de cheio no primeiro capítulo, porque pensam que chegou sua hora de aproveitar a globalização, o consumo, a gestão de uma nova riqueza e de uma soberania exaltada no mundo.
O Japão abriu a via, com a abertura da dinastia Meiji em 1868, e a Rússia recupera essa trajetória, iniciada pelo czarismo no início do século 20, e como diz Tzvetan Todorov - "O medo dos bárbaros" - "pode se enriquecer porque não se vê lastreada pela necessidade de lutar pelo poder mundial"; para a China significa voltar a ser o "império do centro"; a Índia alcança uma maioridade depois de sua reinvenção como Estado; e o Brasil reclama o que crê que lhe corresponde pelas riquezas que sua terra e seu mar abrigam. A opção do "ressentimento" tampouco os deixa indiferentes.
Qualquer um que tenha visitado as grandes cidades chinesas nos últimos anos, os do verdadeiro "Grande Salto para a Frente", terá sofrido a escala de preços só para ocidentais, e em nível macro a maciça falsificação de marcas europeias é praticada não só como fraude mas compensação pelo semicolonialismo que as grandes potências infligiram à China durante um século de humilhações
A súbita descida aos infernos da Rússia depois de seu suicídio em 1989-91 deixou muitos russos - e não só comunistas - com a sensação de que o mundo havia se aberto sob seus pés, e unicamente a terapia de Vladimir Putin veio atenuar esse sofrimento, mas a convalescença ainda não terminou. O que melhor representa essa comunidade do ressentimento é um passado colonial de exploração e escravidão, e modernamente os intercâmbios desiguais.
A Índia viveu esse passado, mas a adoção de uma democracia à britânica e o fato de ter-se constituído como Estado graças a Londres, que unificou sob seu domínio o subcontinente hindustânico, certamente aliviam seus pesares. E o Brasil não reconhece em Portugal, talvez pelo abismo de magnitudes, a potência colonial culpada, pelo menos não como a Venezuela chavista e a Bolívia indigenista fazem com a madrasta Espanha. Mas todos participam um pouco da espécie.
O medo pertence totalmente à Europa, mas os EUA não estão tão longe de somar-se a ela. É a era pós-heróica pela qual as etnias brancas, recostadas em um desenvolvimento que nem a pior crise pode volatilizar, consideram que não há aventura externa que justifique o derramamento de sangue: o próprio.
A dos indecisos, finalmente, é uma categoria "contêiner" para recolher os que sobram ou circulam de uma situação a outra. O Equador poderia estar aí.
Os BRICs, que no fim de semana passado se reuniram em Brasília, não são uma confederação, não têm estrutura, carecem de vínculos institucionais e um deles, a China, nem sequer é uma democracia; são apenas um clube com interesses comuns verificáveis em votações da ONU, declarações contra a intervenção americana no mundo islâmico e uma nova linguagem comum e global. Embora dois deles, China e Rússia, abranjam todos os paralelos, os BRICs são o Sul do Sul. Um eixo para o século 21.
El País. 21 de abril de 2010
Miguel Ángel Bastenier
Conteúdos de Geografia de Concursos públicos,atualidade,Pré-Militar e pré vest Dúvidas, dicas e tudo o que é preciso para se preparar para as provas militares.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Meio Ambiente
Se entende, pelo uso racional dos recursos naturais de acordo com seu anseio, de forma consciente e racional tendo em vista suas gerações futuras também utilizarem os recursos futuramente . “exploração Racional “ ( Barreto,2005)
O atual modelo de produção capitalista acabou gerando uma série de desequilíbrios em diversos aspectos. Cada dia que passa o ritmo de produção aumenta gerando riqueza e novas tecnologias, porém a desigualdade social, a degradação e a poluição tornam-se cada vez mais presentes. O sistema vigente de produção acabou tornando-se caracteristicamente contraditório e excludente, pois favorece apenas uma pequena parcela da população mundial que consomem demasiadamente sem preocupação com os efeitos ambientais e com a desigualdade social gerada pela crescente concentração de renda na nossa sociedade. O consumo exagerado, o rápido esgotamento das riquezas naturais e a poluição fazem parte do contexto do sistema capitalista atual.
Diante desta observação, surgiu a idéia de se criar um sistema que concilia desenvolvimento econômico, igualdade social e preservação ambiental. O desenvolvimento sustentável consiste em criar um modelo econômico capaz de gerar riqueza e inclusão social preservando o meio ambiente.
O desenvolvimento sustentável procura satisfazer as necessidades presentes de produção e consumo, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidade O desenvolvimento sustentável busca o desenvolvimento econômico, científico e social sem euxarir os recursos naturais do mundo.
No Brasil, a consolidação do processo de implantação do conceito de desenvolvimento sustentável segue o direcionamento da Agenda 21 elaborada na Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Rio Eco 92). A Agenda 21 propõe uma nova relação entre produção, meio ambiente e desenvolvimento econômico, inspirada em uma noção de sustentabilidade baseada por uma visão econômica de preservação ambiental. A Agenda 21 representa uma proposta para a implementação de um novo modelo de desenvolvimento sustentável quanto a exploração dos recursos naturais e preservação da biodiversidade.
O atual modelo de produção capitalista acabou gerando uma série de desequilíbrios em diversos aspectos. Cada dia que passa o ritmo de produção aumenta gerando riqueza e novas tecnologias, porém a desigualdade social, a degradação e a poluição tornam-se cada vez mais presentes. O sistema vigente de produção acabou tornando-se caracteristicamente contraditório e excludente, pois favorece apenas uma pequena parcela da população mundial que consomem demasiadamente sem preocupação com os efeitos ambientais e com a desigualdade social gerada pela crescente concentração de renda na nossa sociedade. O consumo exagerado, o rápido esgotamento das riquezas naturais e a poluição fazem parte do contexto do sistema capitalista atual.
Diante desta observação, surgiu a idéia de se criar um sistema que concilia desenvolvimento econômico, igualdade social e preservação ambiental. O desenvolvimento sustentável consiste em criar um modelo econômico capaz de gerar riqueza e inclusão social preservando o meio ambiente.
O desenvolvimento sustentável procura satisfazer as necessidades presentes de produção e consumo, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidade O desenvolvimento sustentável busca o desenvolvimento econômico, científico e social sem euxarir os recursos naturais do mundo.
No Brasil, a consolidação do processo de implantação do conceito de desenvolvimento sustentável segue o direcionamento da Agenda 21 elaborada na Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992 (Rio Eco 92). A Agenda 21 propõe uma nova relação entre produção, meio ambiente e desenvolvimento econômico, inspirada em uma noção de sustentabilidade baseada por uma visão econômica de preservação ambiental. A Agenda 21 representa uma proposta para a implementação de um novo modelo de desenvolvimento sustentável quanto a exploração dos recursos naturais e preservação da biodiversidade.
domingo, 4 de abril de 2010
Maciço da Tijuca visto do céu
Com muito prazer que fui convocado pelo Prof. Álvaro Barreto a escrever sobre o maciço da Tijuca na cidade do Riode Janeiro. Após diversos trabalhos em campo em conjunto, integrando com turmas de cursos preparatórios e escolas de ensino médio. Vejo que o conhecimento é a melhor ferramenta para protegermos a Floresta e o maciço da Tijuca. Neste texto faço a divisão, visando o leitor compreender a diferença entre os mesmos. Já que a Floresta está sobre esta unidade Geológico - Geomorfológico exercendo uma funcionalidade de estabilização das encostas e exercendo o papel de agente de infiltração das águas das chuvas. por fim brindo ao leitor algumas fotografias tiradas por mim no sobrevoo realizado no maciço no fim de março.
O texto a seguir é parte integrante da Tese de Doutorado de André Batista de Negreiros, intitulada:
Reabilitação funcional de clareiras DE DESLIZAMENTOS na Floresta Atlântica e Efeitos na Produção de sedimentos: bases para redução de desastres causados por deslizamentos e enchentes em cidades costeiras.
O Maciço da Tijuca.
O maciço da Tijuca, se localiza no município do Rio de Janeiro, e se trata de uma das três unidades fisiográficas montanhosas da cidade do Rio de Janeiro (complementado pelos maciços da Pedra Branca e Mendanha). Este maciço possui uma área total de 118.7Km2 (11.870 ha), considerando a curva de nível contínua na cota de 40m (a.n.m.). Suas encostas são recobertas por vegetação, resultado em sua maioria, de um avançado processo natural de regeneração, não excluindo a influência de replantios iniciados no século XIX de espécies nativas e exóticas para a recuperação desta paisagem.
Assim como os demais maciços costeiros, o maciço da Tijuca funciona como um importante centro armazenador e distribuidor de água das chuvas, que convergem descargas fluviais (liquidas solidas ou solúveis) para as baixadas costeiras através de uma rede de canais retificados e drenos enterrados, antes de desaguarem em seus respectivos reservatórios terminais na baía de Guanabara, nas lagoas costeiras (Rodrigo de Freitas, Tijuca e Jacarepaguá e diretamente no oceano (Coelho Netto, 2005).
O maciço se situa entre os paralelos 22º55’ e 23º00’S e os meridianos 43º20’ e 43º10W, sua altitude está entre 0 a 1.021m, sua paisagem abriga um grande mosaico de coberturas e tipos de uso do solo, que vão desde áreas de afloramento rochoso, gramíneas, florestas em diferentes estágios sucessionais e áreas edificadas.
As características geológicas básicas do maciço da Tijuca são um embasamento rochoso de idade pré-cambriana em um terreno metamórfico de alto grau, com presença de corpos graníticos. Constituído predominantemente por três unidades litológicas principais com algumas variações composicionais e texturais: ortognaisses, biotita-gnaisses e leptinitos (Silva e Silva, 1987; Pires e Heilbron, 1989). Os solos caracterizam-se por predomínio de grandes extensões de Latossolos nas áreas montanhosas, aparecendo litossolos e cambissolos nas áreas mais íngremes (Coelho Netto, 1979).
O clima do Maciço da Tijuca segundo a classificação de Koppen é tropical de altitude (Cf) com temperaturas variando de valores médios máximos em 25ºC em fevereiro e mínimo de 19ºC em junho, resultando em uma média anual de 22º C. A temperatura máxima pode atingir 35ºC durante o verão e o mínimo excedendo 10ºC durante o período de inverno.
A precipitação anual média oscila entre 2.000 e 2.500mm, podendo atingir picos de 3.300mm em anos muito chuvosos e picos negativos de 1.600mm em anos mais secos. A maior parte das chuvas se concentra, nos 4 primeiros meses dos anos. A maior pluviosidade que ocorre no verão é uma resposta direta ao impacto causado pela frente polar Atlântica, alterando a dinâmica habitual da atmosfera (Coelho Netto, 1985).
Zaú (1995) estudando áreas submetidas à degradação na vertente norte do maciço da Tijuca demonstra que essas áreas apresentam maiores taxas de erosão e condições pouco desenvolvidas do subsistema de decomposição e estruturação do solo.
A Floresta da Tijuca
No interior do maciço da Tijuca, insere-se a área correspondente ao Parque Nacional da Tijuca, criado em 1961 e que consta hoje após ampliações uma área de 3.953 ha. Esta área é dividida em 4 setores que podem ser visualizados O maciço é composto pelas serras da Carioca, da Tijuca ou Três Rios e Pretos Forros (Coelho Netto, 1992);
A Floresta Atlântica que ocupa as encostas do maciço da Tijuca é conhecida localmente como Floresta da Tijuca, sendo atualmente composta em sua maioria por uma floresta tropical secundária. Esta área era recoberta por mata primária que foi desmatada para a implantação de fazendas de café, cana, chá e gado. A partir de problemas de abastecimento de águas na cidade do Rio de Janeiro no século XIX houve a iniciativa, por parte da coroa, de desapropriação destas fazendas e do reflorestamento por espécies nativas. Estes reflorestamentos não efetuaram o total retorno da vegetação, onde este foi conseqüência do processo de sucessão natural. Atualmente a vegetação do maciço é composta por áreas de formação secundária, remanescentes de formação primária e terrenos degradados (Mattos et al,1976 apud).
Coelho Netto (1985) aponta para uma diversidade de espécies em classes de estratos, podendo ser descritos em:
· Estrato arbóreo - constituído por espécies que podem atingir entre 20 e 25 metros de altura, os troncos são retilíneos sem ramificações até o topo, onde passam a formar a copa. Dentre as principais famílias pode-se destacar a Leguminosae, Sapotaceae, Vochysiaceae, Bombacaceae, Euphorbiaceae, Meliaceae, Lauraceae, Lecythidaceae, Moraceae, Melastomataceae, etc;
· Estrato arbustivo – desenvolve-se num ambiente de luz difusa sob umidade constante e temperatura menos variável. As árvores têm um menor porte e são mais delgadas. As famílias mais numerosas são: Palmae, Rubiaceae, Myrtaceae, Piperaceae, Meliaceae, Guttiferaceae, Melastomataceae, Lauraceae, Nyctaginaceae, Flacourtiaceae, Proteaceae, Lacistemácea, Annonaceae, etc;
· Estrato herbáceo – as plantas não ultrapassam 2 metros de altura. As famílias mais representativas são: Marantaceae, Musaceae e Lastomataceae. Junto ao solo encontram-se ainda vários representantes das famílias Rubiaceae, Acanthaceae, Piperaceae, Solanaceae, Graminae e Apperaceae;
· Lianas ou cipó – constituem um traço marcante das florestas tropicais. As epífitas, incluindo algas, liquens, cogumelos e orquídeas, desenvolvem-se sobre os troncos e ramos das outras plantas.
A proximidade dessa floresta com a metrópole do da cidade do Rio de Janeiro gera problemas de ordem do funcionamento interno do geoecossistema florestal, como observado na figura 4. A exposição contínua de substâncias químicas provenientes dos resíduos industriais, meios de transporte e poeiras terrestres, atingindo alguns níveis acima da tolerância. Outros efeitos perturbadores resultam da proliferação de queimadas e desmatamentos associados à ocupação desordenada das encostas, que vem se espalhando em direção as partes superiores e desrespeitando inclusive os limites do Parque Nacional da Tijuca (Coelho Netto, 1992).
Bibliografia:
COELHO NETTO A. L. (1985) Surface hydrology and soil erosion in a tropical montainous rainforest drainage basin, RJ, Phd thesis, Katholieke Univ. Leuven, Belgiun, 181 p.
COELHO NETTO A. L. (1992) O Geoecossistema da floresta da Tijuca, in: Natureza e sociedade no Rio de Janeiro (Abreu, M. A. A., org.), Biblioteca Carioca/IPLANRIO, pp.104–142.
COELHO NETTO A. L. (2005) A interface florestal-urbana e os desastres naturais relacionados à água no maciço da Tijuca: desafios ao planejamento urbano numa perspectiva sócio ambiental, in: Revista do Departamento de Geografia, 16, pp. 46-60.
OLIVEIRA, R.R; AVELAR, A. S.; OLIVEIRA, C. A.; ROCHA LEÃO. O. M; FREITAS, M. M.; COELHO NETTO, A. L. (1996) Degradação da floresta e desabamentos ocorridos em fevereiro de 1996 no maciço da Tijuca, RJ, in: Anais de Resumos do XLVII congresso nacional de Botânica, Nova Friburgo.
PIRES, F. R. M.; HEILBRON, M. L. (1989) Estruturação e estratigrafia dos gnaisses do Rio de Janeiro, RJ, in: Anais do I Simpósio Regional de Geologia do Sudeste, Boletim de resumos, pp.149-150.
SILVA, P. C. F. S.; SILVA, R. R. (1987) Mapeamento geológico estrutural da serra da Carioca e adjacências, município do Rio de Janeiro, in: Anais do I Simpósio de geologia regional RJ-ES, pp.198–209.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Terrorismo separatista
A Rússia perdeu grande parte do território com o colapso da União Soviética. Moscou teve de aceitar que antigas repúblicas integrantes do bloco conquistassem a independência. Esse foi o caso, entre outros, de Armênia, Azerbaijão, Casaquistão, Geórgia, Ucrânia e dos Bálticos. Já em relação à Chechênia, de onde supostamente teriam saído as suicidas do atentado em Moscou nesta semana, foi diferente.
A região fazia parte do Império Russo desde o século 19, antes da formação da URSS. As forças do czar derrotaram a resistência do imã Shamil em 1859, incorporando a área à Rússia. A Chechênia, depois da Revolução Bolchevique, não era uma república soviética, mas uma república da Federação Russa. E na visão de Moscou, parte integrante e inseparável de seu território mesmo depois do colapso da URSS. O problema é que os habitantes desta área são etnicamente diferentes do restante da Rússia, além de seguirem o islamismo, enquanto Moscou predomina o cristianismo.
Desde o fim da União Soviética, a Chechênia começou a se levantar para conquistar a independência. Em resposta, Moscou reprimiu os separatistas, provocando milhares de mortes. A rede terrorista Al-Qaeda e outros grupos aproveitaram-se do conflito e começaram a treinar militantes locais e a expandir a luta para áreas vizinhas, como o Daguestão e a Ingushétia. Os seguidores de Osama bin Laden, desde a invasão soviética do Afeganistão, nos anos 80, consideram os russos inimigos. As informações são do jornal
30/03/2010 - 07h47 Premiê russo diz que terroristas serão "aniquilados"; 36 morreram em ataques a metrô
PREMIER da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira em rede nacional que os terroristas responsáveis pelo duplo atentado que matou ao menos 36 pessoas no metrô da capital, Moscou, serão capturados e aniquilados.
Rússia foi palco de dezenas de ataques nos últimos 15 anos
Metrô de Moscou foi palco de seis atentados nos últimos 12 anos
"Tenho certeza de que as agências de segurança farão todo o possível para encontrar e punir os criminosos", afirmou Putin, durante uma videoconferência da cidade siberiana de Krasnoyarsk. "Os terroristas serão aniquilados", completou. Anna Shevelyova/AP
Força Especial da Polícia fecham acesso do lado de fora da estação de metrô Lubyanka, em Moscou (Rússia)
Putin afirmou que o atentado, perpetrado por duas mulheres-bomba, "foi horrível por suas consequências e repugnante pelo caráter do crime cometido contra os civis".
"Somente com os esforços conjuntos poderemos derrotar os grupos clandestinos e vencer este mal", afirmou Putin, que suspendeu sua visita à região e voltará com urgência a Moscou.
Putin afirmou ainda que quer assinar ainda nesta segunda-feira a ordem federal para pagamento de indenização às vítimas.
Fracasso
Mais cedo, o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação.
"A política de repressão do terror e de luta contra o terrorismo continuará. Prosseguiremos com as operações contra os terroristas sem hesitação e até o fim", afirmou Medvedev, durante uma reunião de emergência convocada após os atentados.
O presidente russo se mostrou convencido de que os terroristas queriam causar a "desestabilização da situação no país e na sociedade", segundo as agências russas. "Isto, evidentemente, é a continuação da atividade terrorista", disse Medvedev, que lamentou que as medidas antiterroristas adotadas até agora fossem "obviamente, insuficientes".
O presidente russo ressaltou a importância de reforçar a segurança antiterrorismo e aplicar essas medidas não só na escala local mas nacional.
"Prevenir atentados desta classe é um assunto complicado, da mesma forma que garantir a segurança no transporte", disse.
O chefe do Kremlin pediu às forças de segurança para "controlarem com firmeza a situação, mas sem violar os direitos dos cidadãos". Também pediu às autoridades para oferecer toda a ajuda necessária às vítimas, a seus parentes e a outros afetados pelo pânico causado pelo atentado.
O primeiro atentado, que deixou 24 mortos e 17 feridos, aconteceu às 7h57 (0h57 no horário de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka.
A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado, executado na estação Park Kultury às 8h40 (1h40 no horário de Brasília), matou pelo menos 12 pessoas e deixou 15 feridos.
"Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.
"Até o momento não recebemos nenhuma ligação de reivindicação", disse Markin, antes de destacar que a polícia está em alerta.
A polícia também procura duas mulheres que acompanharam as suicidas até o metrô, segundo fontes dos serviços de segurança.
Os atentados aconteceram em duas estações da mesma linha. As outras linhas do metrô de Moscou, que diariamente transporta 8,5 milhões de pessoas, permaneciam funcionando normalmente.
Histórico
Moscou registrou nos últimos dez anos uma série de explosões reivindicadas por militantes da causa separatista da Tchetchênia, uma república do Cáucaso. Nos últimos anos, contudo, os atentados se tornaram menos frequentes.
O último ataque no metrô de Moscou acontecera em 6 de fevereiro de 2004, entre as estações Avtozavodskaia e Pavelestakia, com um balanço de 41 mortos e 250 feridos.
Em agosto do ano passado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após outro atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da polícia na república da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas.
Nos últimos meses, as tropas russas intensificaram as operações militares contra rebeldes islâmicos no Cáucaso Norte e mataram vários dirigentes rebeldes.
Com agências internacionais
Rússia faz homenagens aos 39 mortos em ataques; 72 feridos continuam internados
da Folha Online
Os russos voltaram nesta terça-feira para as duas estações do metrô da capital Moscou para acender velas e colocar flores e mensagens para as 39 vítimas do duplo atentado suicida da véspera. O ataque deixou ainda dezenas de feridos, dos quais 72 continuam hospitalizados, cinco deles em estado gravíssimo.
Segundo o funcionário de Departamento de Saúde, Andrei Seltsovsky, outros 27 feridos estão em estado grave, 34 estão em estado de risco e seis não correm nenhum risco. Ele disse ainda que apenas oito vítimas foram formalmente identificadas até o momento.
Mulheres rezam diante de velas e flores depositadas em homenagem às vítimas de duplo ataque
As duas mulheres-bomba responsáveis pelos ataques levaram terror a Moscou, cidade que sofreu seis ataques semelhantes em 12 anos, mas que não via uma ação semelhante em seis anos.
"Eu sinto a tensão no metrô, ninguém está sorrindo ou rindo", disse a estudante universitária Alina Tsaritova, perto da estação Lubyanka, um dos alvos dos ataques.
Alguns passageiros disseram nesta terça-feira que tentariam esquecer os eventos trágicos da véspera. "Nós temos que viver com isso, especialmente quando estivermos no subterrâneo", disse Tatyana Yerofeyeva.
Mesas colocadas à frente das duas estações atingidas ficaram lotadas de flores. Algumas pessoas choravam enquanto acendiam velas para seus amigos ou familiares.
As bandeiras ficaram a meio-mastro em prédios do governo, no Kremlin, e em outras cidades do país.
Os eventos de entretenimento e shows da televisão foram cancelados e missas foram agendadas em várias igrejas.
A segurança reforçada nos transportes foi mantida nesta terça-feira na capital e em outras cidades. Policiais com metralhadoras e cães farejadores patrulham a entrada das estações.
A investigação preliminar indica que duas mulheres-bomba detonaram os explosivos que levavam junto ao corpo durante a hora do rush do metrô de Moscou, na manhã desta segunda-feira.
O primeiro atentado aconteceu às 7h57 (0h57 no horário de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka. A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado foi executado na estação Park Kultury, na mesma linha do metrô, às 8h40 (1h40 no horário de Brasília). A estação fica próxima ao Parque Gorky.
Em ambos os casos, as bombas foram detonadas quando os trens chegaram na estação e as portas estavam abrindo.
"Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.
Muitos especulam que os ataques foram realizados por rebeldes do Cáucaso Norte, como retaliação ao recente assassinato de líderes rebeldes pela polícia russa.
A região fazia parte do Império Russo desde o século 19, antes da formação da URSS. As forças do czar derrotaram a resistência do imã Shamil em 1859, incorporando a área à Rússia. A Chechênia, depois da Revolução Bolchevique, não era uma república soviética, mas uma república da Federação Russa. E na visão de Moscou, parte integrante e inseparável de seu território mesmo depois do colapso da URSS. O problema é que os habitantes desta área são etnicamente diferentes do restante da Rússia, além de seguirem o islamismo, enquanto Moscou predomina o cristianismo.
Desde o fim da União Soviética, a Chechênia começou a se levantar para conquistar a independência. Em resposta, Moscou reprimiu os separatistas, provocando milhares de mortes. A rede terrorista Al-Qaeda e outros grupos aproveitaram-se do conflito e começaram a treinar militantes locais e a expandir a luta para áreas vizinhas, como o Daguestão e a Ingushétia. Os seguidores de Osama bin Laden, desde a invasão soviética do Afeganistão, nos anos 80, consideram os russos inimigos. As informações são do jornal
30/03/2010 - 07h47 Premiê russo diz que terroristas serão "aniquilados"; 36 morreram em ataques a metrô
PREMIER da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira em rede nacional que os terroristas responsáveis pelo duplo atentado que matou ao menos 36 pessoas no metrô da capital, Moscou, serão capturados e aniquilados.
Rússia foi palco de dezenas de ataques nos últimos 15 anos
Metrô de Moscou foi palco de seis atentados nos últimos 12 anos
"Tenho certeza de que as agências de segurança farão todo o possível para encontrar e punir os criminosos", afirmou Putin, durante uma videoconferência da cidade siberiana de Krasnoyarsk. "Os terroristas serão aniquilados", completou. Anna Shevelyova/AP
Força Especial da Polícia fecham acesso do lado de fora da estação de metrô Lubyanka, em Moscou (Rússia)
Putin afirmou que o atentado, perpetrado por duas mulheres-bomba, "foi horrível por suas consequências e repugnante pelo caráter do crime cometido contra os civis".
"Somente com os esforços conjuntos poderemos derrotar os grupos clandestinos e vencer este mal", afirmou Putin, que suspendeu sua visita à região e voltará com urgência a Moscou.
Putin afirmou ainda que quer assinar ainda nesta segunda-feira a ordem federal para pagamento de indenização às vítimas.
Fracasso
Mais cedo, o presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou que o país continuará combatendo o terrorismo sem hesitar e ordenou um reforço da segurança nos transportes de toda a nação.
"A política de repressão do terror e de luta contra o terrorismo continuará. Prosseguiremos com as operações contra os terroristas sem hesitação e até o fim", afirmou Medvedev, durante uma reunião de emergência convocada após os atentados.
O presidente russo se mostrou convencido de que os terroristas queriam causar a "desestabilização da situação no país e na sociedade", segundo as agências russas. "Isto, evidentemente, é a continuação da atividade terrorista", disse Medvedev, que lamentou que as medidas antiterroristas adotadas até agora fossem "obviamente, insuficientes".
O presidente russo ressaltou a importância de reforçar a segurança antiterrorismo e aplicar essas medidas não só na escala local mas nacional.
"Prevenir atentados desta classe é um assunto complicado, da mesma forma que garantir a segurança no transporte", disse.
O chefe do Kremlin pediu às forças de segurança para "controlarem com firmeza a situação, mas sem violar os direitos dos cidadãos". Também pediu às autoridades para oferecer toda a ajuda necessária às vítimas, a seus parentes e a outros afetados pelo pânico causado pelo atentado.
O primeiro atentado, que deixou 24 mortos e 17 feridos, aconteceu às 7h57 (0h57 no horário de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka.
A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado, executado na estação Park Kultury às 8h40 (1h40 no horário de Brasília), matou pelo menos 12 pessoas e deixou 15 feridos.
"Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.
"Até o momento não recebemos nenhuma ligação de reivindicação", disse Markin, antes de destacar que a polícia está em alerta.
A polícia também procura duas mulheres que acompanharam as suicidas até o metrô, segundo fontes dos serviços de segurança.
Os atentados aconteceram em duas estações da mesma linha. As outras linhas do metrô de Moscou, que diariamente transporta 8,5 milhões de pessoas, permaneciam funcionando normalmente.
Histórico
Moscou registrou nos últimos dez anos uma série de explosões reivindicadas por militantes da causa separatista da Tchetchênia, uma república do Cáucaso. Nos últimos anos, contudo, os atentados se tornaram menos frequentes.
O último ataque no metrô de Moscou acontecera em 6 de fevereiro de 2004, entre as estações Avtozavodskaia e Pavelestakia, com um balanço de 41 mortos e 250 feridos.
Em agosto do ano passado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte, após outro atentado suicida ter sido perpetrado contra um prédio da polícia na república da Inguchétia, no qual morreram 24 pessoas.
Nos últimos meses, as tropas russas intensificaram as operações militares contra rebeldes islâmicos no Cáucaso Norte e mataram vários dirigentes rebeldes.
Com agências internacionais
Rússia faz homenagens aos 39 mortos em ataques; 72 feridos continuam internados
da Folha Online
Os russos voltaram nesta terça-feira para as duas estações do metrô da capital Moscou para acender velas e colocar flores e mensagens para as 39 vítimas do duplo atentado suicida da véspera. O ataque deixou ainda dezenas de feridos, dos quais 72 continuam hospitalizados, cinco deles em estado gravíssimo.
Segundo o funcionário de Departamento de Saúde, Andrei Seltsovsky, outros 27 feridos estão em estado grave, 34 estão em estado de risco e seis não correm nenhum risco. Ele disse ainda que apenas oito vítimas foram formalmente identificadas até o momento.
Mulheres rezam diante de velas e flores depositadas em homenagem às vítimas de duplo ataque
As duas mulheres-bomba responsáveis pelos ataques levaram terror a Moscou, cidade que sofreu seis ataques semelhantes em 12 anos, mas que não via uma ação semelhante em seis anos.
"Eu sinto a tensão no metrô, ninguém está sorrindo ou rindo", disse a estudante universitária Alina Tsaritova, perto da estação Lubyanka, um dos alvos dos ataques.
Alguns passageiros disseram nesta terça-feira que tentariam esquecer os eventos trágicos da véspera. "Nós temos que viver com isso, especialmente quando estivermos no subterrâneo", disse Tatyana Yerofeyeva.
Mesas colocadas à frente das duas estações atingidas ficaram lotadas de flores. Algumas pessoas choravam enquanto acendiam velas para seus amigos ou familiares.
As bandeiras ficaram a meio-mastro em prédios do governo, no Kremlin, e em outras cidades do país.
Os eventos de entretenimento e shows da televisão foram cancelados e missas foram agendadas em várias igrejas.
A segurança reforçada nos transportes foi mantida nesta terça-feira na capital e em outras cidades. Policiais com metralhadoras e cães farejadores patrulham a entrada das estações.
A investigação preliminar indica que duas mulheres-bomba detonaram os explosivos que levavam junto ao corpo durante a hora do rush do metrô de Moscou, na manhã desta segunda-feira.
O primeiro atentado aconteceu às 7h57 (0h57 no horário de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka. A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado foi executado na estação Park Kultury, na mesma linha do metrô, às 8h40 (1h40 no horário de Brasília). A estação fica próxima ao Parque Gorky.
Em ambos os casos, as bombas foram detonadas quando os trens chegaram na estação e as portas estavam abrindo.
"Em Park Kultury, segundo dados preliminares, foi uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.
Muitos especulam que os ataques foram realizados por rebeldes do Cáucaso Norte, como retaliação ao recente assassinato de líderes rebeldes pela polícia russa.
segunda-feira, 22 de março de 2010
discussão partilha dos royalties...uma luz no fim do túneo
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou esperar que o Senado recupere a proposta original de redistribuição dos royalties do petróleo, apresentada pelo líder de seu partido na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), antes da emenda elaborada dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG). No ano passado, Alves apresentou relatório que aumentava o valor distribuído a Estados e municípios não-produtores, mas que mantinha uma parcela maior de pagamentos às unidades produtoras.
"Foi uma proposta acordada, inclusive, com o Estado do Rio de Janeiro, com o governador Sérgio Cabral e com o governador (do Espírito Santo) Paulo Hartung", disse Temer. O presidente da Câmara esclareceu que não acolheu a emenda redigida por Pinheiro e Souto - que propõe a distribuição igualitária entre Estados e municípios -, mas que um recurso permitiu a apresentação da proposta ao plenário e sua votação.
"Foi uma lástima que na Câmara (a proposta) tenha sido modificada por força de uma emenda. Espero que o Senado recupere o relatório do líder Henrique Alves, que fez uma boa divisão dos royalties, não ensejando nenhuma dificuldade para os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo", afirmou
"Foi uma proposta acordada, inclusive, com o Estado do Rio de Janeiro, com o governador Sérgio Cabral e com o governador (do Espírito Santo) Paulo Hartung", disse Temer. O presidente da Câmara esclareceu que não acolheu a emenda redigida por Pinheiro e Souto - que propõe a distribuição igualitária entre Estados e municípios -, mas que um recurso permitiu a apresentação da proposta ao plenário e sua votação.
"Foi uma lástima que na Câmara (a proposta) tenha sido modificada por força de uma emenda. Espero que o Senado recupere o relatório do líder Henrique Alves, que fez uma boa divisão dos royalties, não ensejando nenhuma dificuldade para os Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo", afirmou
quinta-feira, 11 de março de 2010
possível guerra comercial - fonte época
Retaliação do Brasil aos EUA pode causar guerra comercial, diz 'Financial Times'
Representantes do governo dos Estados Unidos chegam hoje ao Brasil para tentar negociar a disputa em torno do algodão, que levou à retaliação brasileira
A decisão do governo brasileiro de elevar impostos de importação para produtos norte-americanos pode provocar uma guerra comercial entre Brasil e EUA, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (09/03) no jornal britânico “Financial Times”. A lista de produtos que sofrerão taxação foi divulgada ontem pelo governo brasileiro e inclui cosméticos, eletrodomésticos e veículos.
A lista divulgada nesta segunda-feira foi alvo de consulta pública e contém cerca de 100 itens. Entre eles: cereja (cuja alíquota de imposto de importação foi fixada em 30%), batata (alíquota de 34%), metanol (22%), paracetamol (28%), xampus (36%), águas de colônia (36%), cremes de beleza (36%), algodão (100%), freezers verticais (40%), leitores de códigos de barras (22%), fogões de cozinha (40%), óculos de sol (40%) e escovas de dente (36%).
Os carros também foram incluídos na possível lista de retaliações. A alíquota é de 50%.
Na semana passada, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que o governo do Estados Unidos deverá iniciar negociações para um acordo com o Brasil para evitar a retaliação comercial brasileira por causa dos subsídios dados aos produtores de algodão de seu país.
Retaliação aos EUA terá impacto de US$ 591 milhões
Lista traz produtos dos EUA que serão retaliadosA retaliação a produtos norte-americanos é uma resposta do governo brasileiro à manutenção de subsídios para o algodão e havia sido autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Cozendey, disse que a lista de 102 itens deve ter um impacto comercial de US$ 591 milhões. Segundo ele, o valor é estimado com base no impacto do aumento da tarifa no valor final do produto.
Como a decisão de taxar produtos norte-americanos passa a valer dentro de um mês, os países terão este período para tentar uma solução negociada. Ao que tudo indica, o Brasil tem intenção de negociar. Nesta segunda-feira, a secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola disse que o governo brasileiro não acredita que a retaliação comercial é o meio mais apropriado para um comércio internacional mais justo. "Mas, após oito anos de litígio e na ausência de oferta de opções concretas para uma solução, resta ao Brasil fazer valer seu direito, autorizado pela OMC, e até para salvaguardar a credibilidade do sistema de solução de controvérsias"
Em entrevista ao jornal britânico, Jon Huenemann, assessor do escritório de advocacia Miller & Chevalier, diz que “a única forma de evitar que isso se transforme em um desastre é oferecer algo significativo ao Brasil”
Gary Locke, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, e Michael Froman, vice-assessor de Segurança Nacional para questões relativas à economia internacional, deverão chegar hoje (09/03) ao Brasil. A disputa em torno do algodão deverá ser abordada em reuniões com autoridades governamentais.
Representantes do governo dos Estados Unidos chegam hoje ao Brasil para tentar negociar a disputa em torno do algodão, que levou à retaliação brasileira
A decisão do governo brasileiro de elevar impostos de importação para produtos norte-americanos pode provocar uma guerra comercial entre Brasil e EUA, segundo reportagem publicada nesta terça-feira (09/03) no jornal britânico “Financial Times”. A lista de produtos que sofrerão taxação foi divulgada ontem pelo governo brasileiro e inclui cosméticos, eletrodomésticos e veículos.
A lista divulgada nesta segunda-feira foi alvo de consulta pública e contém cerca de 100 itens. Entre eles: cereja (cuja alíquota de imposto de importação foi fixada em 30%), batata (alíquota de 34%), metanol (22%), paracetamol (28%), xampus (36%), águas de colônia (36%), cremes de beleza (36%), algodão (100%), freezers verticais (40%), leitores de códigos de barras (22%), fogões de cozinha (40%), óculos de sol (40%) e escovas de dente (36%).
Os carros também foram incluídos na possível lista de retaliações. A alíquota é de 50%.
Na semana passada, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que o governo do Estados Unidos deverá iniciar negociações para um acordo com o Brasil para evitar a retaliação comercial brasileira por causa dos subsídios dados aos produtores de algodão de seu país.
Retaliação aos EUA terá impacto de US$ 591 milhões
Lista traz produtos dos EUA que serão retaliadosA retaliação a produtos norte-americanos é uma resposta do governo brasileiro à manutenção de subsídios para o algodão e havia sido autorizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Cozendey, disse que a lista de 102 itens deve ter um impacto comercial de US$ 591 milhões. Segundo ele, o valor é estimado com base no impacto do aumento da tarifa no valor final do produto.
Como a decisão de taxar produtos norte-americanos passa a valer dentro de um mês, os países terão este período para tentar uma solução negociada. Ao que tudo indica, o Brasil tem intenção de negociar. Nesta segunda-feira, a secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola disse que o governo brasileiro não acredita que a retaliação comercial é o meio mais apropriado para um comércio internacional mais justo. "Mas, após oito anos de litígio e na ausência de oferta de opções concretas para uma solução, resta ao Brasil fazer valer seu direito, autorizado pela OMC, e até para salvaguardar a credibilidade do sistema de solução de controvérsias"
Em entrevista ao jornal britânico, Jon Huenemann, assessor do escritório de advocacia Miller & Chevalier, diz que “a única forma de evitar que isso se transforme em um desastre é oferecer algo significativo ao Brasil”
Gary Locke, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, e Michael Froman, vice-assessor de Segurança Nacional para questões relativas à economia internacional, deverão chegar hoje (09/03) ao Brasil. A disputa em torno do algodão deverá ser abordada em reuniões com autoridades governamentais.
domingo, 7 de março de 2010
respostas
1)Não, os tremores estão relacionados a acomodação de camads internas de nosso planeta
2)Aproximadamente 0,00001 %
3)Pelas condições sociais muito melhor estruturadas e a recorrência de tremores no chile fez com que houvesse planejamento. Atenção para mudança dos dados oficiais sobre óbitos que cairam pra aproximadamente 250, ao invés dos 780 que haviam sido anunciados, no início da semana.
2)Aproximadamente 0,00001 %
3)Pelas condições sociais muito melhor estruturadas e a recorrência de tremores no chile fez com que houvesse planejamento. Atenção para mudança dos dados oficiais sobre óbitos que cairam pra aproximadamente 250, ao invés dos 780 que haviam sido anunciados, no início da semana.
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