1)
Nego drama,
Entre o sucesso e a lama,
Dinheiro, problemas,
Inveja, luxo, fama.
Nego drama,
Cabelo crespo,
E a pele escura,
A ferida, a chaga,
A procura da cura.
Nego drama,
Tenta ver
E não vê nada,
A não ser uma estrela,
Longe meio ofuscada.
Sente o drama,
O preço, a cobrança,
No amor, no ódio,
A insana vingança. Nego drama,
Entre o sucesso e a lama,
Dinheiro, problemas,
Inveja, luxo, fama.
Nego drama,
Cabelo crespo,
E a pele escura,
A ferida, a chaga,
A procura da cura.
Nego drama,
Tenta ver
E não vê nada,
A não ser uma estrela,
Longe meio ofuscada.
Sente o drama,
O preço, a cobrança,
No amor, no ódio,
A insana vingança.
Nego drama,
Eu sei quem trama,
E quem tá comigo,
O trauma que eu carrego,
Pra não ser mais um preto fudido.
O drama da cadeia e favela,
Túmulo, sangue,
Sirene, choros e vela.
Passageiro do brasil,
São paulo,
Agonia que sobrevivem,
Em meia as zorras e covardias,
Periferias,vielas e curtiços,
Você deve tá pensando,
O que você tem haver com isso,
Desde o início,
Por ouro e prata,
Olha quem morre,
Então veja você quem mata,
Recebe o mérito, a farda,
Que pratica o mal,
Me vê,
Pobre, preso ou morto,
Já é cultural.
A passagem acima retrata o cotidiano dos grandes centros urbanos Brasileiros, o cabedal lexo referente a problemática é representado por :
a) isatisfação , integração , sub moradia
b) preconceito, Violência , abismo social
c) trafico de drogas , emprego temporário e movimentos pendulares
d) favelização, estágios remunerados, consumo de drogas .
e) ambição, intolerância , trabalho formal .
2) Após nova e desgastante reunião em Brasília, centrais sindicais e governo federal atravessaram a noite negociando o acordo que define o reajuste dos aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo. E chegaram a consenso: o reajuste será de 6,19% em 2010, com aumento real de 2,55%. O mínimo será reajustado em 8,9%.
A proposta feita pelas representações de segurados foi aceita pelo governo. “Em 2010 e 2011, a correção será feita pelo INPC (inflação) mais 50% da variação do PIB. “Foi ótimo”, avaliou o presidente do Sindicato dos Aposentados, João Batista Inocentini. O percentual pode ser pouco maior e se aproximar de 7%, dependendo da inflação. O cálculo leva em conta a previsão de variação de 3,64% até o fim deste ano.
Foi aprovado pacote de benefícios para trabalhadores, relacionados à aposentadoria. Aqueles que receberam seguro-desemprego ou estiveram em aviso prévio terão esse tempo contado para a aposentadoria. Trabalhador que estiver a 12 meses da aposentadoria não poderá ser demitido.
A principal alegação para o fato de o governo querer retardar a incorporação do reajuste é explicado por :
A) baixa taxação aos idosos
B) b) sujeição ao prolongamento do IPI .
C) c) aumento do PIB
D) d)elevação da expectativa de vida e, consequentemente declínio de caixa da previdência social.
E) e)aumento substancial das taxas de natalidade garantindo renovação demográfica .
3)Nos EUA, produção de bioetanol consome 3 vezes mais água que o previsto
No país, combustível é processado a partir de milho.
Dependendo do cálculo, impacto sobre fontes é 8 vezes maior.
Cientistas do Departamento de Engenharia de Bioprodutos e Biossistemas da Universidade de Minnesota afirmam que a produção de bioetanol – que nos Estados Unidos é predominantemente obtido de milho – consome três vezes mais água do que o estimado inicialmente. O estudo foi publicado na “Environmental Science & Technology”. O problema ganha contornos ainda mais preocupantes considerando a tendência de escasseamento de fontes de água em muitas áreas dos EUA, avaliam os especialistas.
A produção americana anual de bioetanol é atualmente de 34 bilhões de litros por ano. Estudos anteriores calcularam que um galão (3,78 litros) de bioetanol de milho demanda 995 a 2.968 litros de água. As estimativas, porém, falharam por não abranger as variações regionais nas práticas de irrigação, concluíram os cientistas, liderados por Sangwon Suh.
Com informações detalhadas sobre como funciona a irrigação em 41 estados americanos, eles revisaram o impacto da produção de bioetanol sobre o consumo de água e chegaram a um número bem maior: 7.949 litros de água para cada galão de bioetanol de milho, dependendo do sistema de irrigação empregado. Em 2007, o consumo total de água na produção de bioetanol teria chegado a 3,2 trilhões de litros.
Em comparação as produção de etanol brasileira a relaçao com a produção norte aerica é cosiderada :
a)Superior em relação a lucratividade
b)iferior em relação a produtividade e lucratividade
c)tem pouca influencia no ciclo hidrológico natural .
d)Não necesita de grandes ivestimetos
e)para obtenção de cinco litros utiliza 38,3 litros dágua 5) Porém nem tudo são flores .
4)Governo vai impedir produção de cana na Amazônia e no Pantanal
Zoneamento agroecológico da cana deve ser anunciado em setembro.
O plantio também não será permitido na região da Bacia do Alto Paraguai.
Jeferson Ribeiro
O governo já bateu o martelo sobre o novo zoneamento agroecológico da cana de açúcar, que não vai permitir a extensão da produção dessas lavouras nas áreas da Amazônia e do Pantanal. Com isso, mais de 81% do território nacional ficam bloqueados para a produção de cana.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu os ministros da Agricultura, Reinold Stephanes, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, para fechar questão sobre o tema. As novas regras devem ser divulgadas até meados de setembro. O governo ainda não sabe se o zoneamento será regido por um decreto presidencial ou por um projeto de lei. Segundo integrantes do governo, o novo zoneamento só vale para as futuras áreas de expansão do plantio. Ou seja, áreas já cultivadas na região do bioma Amazônia e do Pantanal não serão bloqueadas.
O G1 apurou com um dos participantes da reunião que os ministro superaram as divergências sobre a ampliação da área permitida para receber plantio de cana no país. O objetivo do zoneamento é apontar as áreas em que a produção da cana pode ser expandida até 2017.
Pelos cálculos do governo, cerca de 8 milhões de hectares do território brasileiro são usados para plantar cana, pouco menos de 1% do total da área plantada no país. Por acreditar num aumento expressivo do mercado externo para os biocombustíveis nos próximos anos, o governo pretende que a produção de cana dobre nos próximos anos. E, por isso, está fazendo um zoneamento agroecológico que permite a ampliação da área plantada, que segundo os estudos governamentais pode crescer em até 7 milhões de hectares nos próximos oito anos.
A passagem acima refere – se
a) ao preservacionismo do bioma costeiro
b) ao aumeto da área de plantio da cana sem restrições ambientais
c) ao desenvolvimento sustentável das áreas de extração de borracha na Amazônia ocidental
d) ao “não” do preservacionismo governamental a possível expansão da fronteira agrícola da cana.
e) construção de estradas para expansão do cultivo da cana
5) A Floresta Amazônica representa uma comunidade clímax e, por isso, tem como características, EXCETO
a) abundante biomassa.
b) alta diversidade.
c) teias alimentares complexas.
d) alto nível de fertilidade do solo.
e) taxa de fotossíntese igual à taxa de respiração.
6) Unasul militarizada
A União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que começa hoje em Bariloche, na Argentina, é o destaque internacional dos grandes jornais. A Folha (para assinantes) informa que os 12 presidentes reunidos poderão acertar um mecanismo no Conselho de Defesa para trocar e catalogar informações de estratégias militares e de compra de armamentos de cada país. É o chamado “projeto de transparência”. Na última reunião, no mês passado, o clima ficou um tanto belicista com as trocas de acusações entre Hugo Chávez, da Venezuela, e Álvaro Uribe, da Colômbia (que não estava presente), devido à presença norte-americana nas bases militares da Colômbia. Uribe havia acabado de denunciar que armas que pertenciam ao governo da Venezuela haviam sido encontradas em acampamentos de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para Chávez ontem pedindo calma e cautela no encontro com Uribe logo mais, diz o Estadão.
Entre um dos principais entraves a ser resolvido pelo Brasil,no âmbito da Criação da Unasul estar em intermediar um possível conflito entre países membros e sua política de alianças,
A passagem refere-se a :
a)Inglaterra e Argentinas e as ilhas falklands
b)Bolívia e Venezuela ,a construção de gasodutos
c)Venezuela e Honduras, sucessão presidencial
d)Venezuela e Colômbia instalação de bases norte americanas
e)Cuba e EUA , socialismo ainda existente na ilha .
7) Energia brasileira mais suja
A emissão de gás carbônico na geração de energia elétrica do país cresceu 30% acima do consumo de energia. Esse é o fenômeno conhecido como energia suja e que coloca as usinas térmicas a óleo diesel e carvão – apontadas pelo Ministério do Meio Ambiente como principais responsáveis pelo aumento da emissão do gás – no alvo da política de redução de gases de efeito estufa. Segundo a Folha (para assinantes), o dado acende um sinal amarelo para o Brasil, que tem como intenção se posicionar como potência verde nas negociações do encontro sobre clima em Copenhague, em dezembro. Para se ter uma ideia, o percentual do aumento na emissão de gases das termoelétricas superou o do setor de transportes, o que mais queima combustíveis fósseis no Brasil.
Como possível solução aos alto níveis de emissões brasileiras de CO2, temos :
A) subistituir Hidroelétricas por termoelétricas
B) utlização de usinas nucleares em detrimento as termelétricas
C) retirar totalmente as hidrelétricas de funcionamento
D) reforçar o pograma prioritário em termelétricas (2001)
E) utilizar óleos vegetais em detrimento ao etanol .
Conteúdos de Geografia de Concursos públicos,atualidade,Pré-Militar e pré vest Dúvidas, dicas e tudo o que é preciso para se preparar para as provas militares.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
entrevista com o Prof Aziz Ab´Saber
ENTREVISTA COM AZIZ AB'SABER
Questão hídrica: necessidade de estudos e soluções mais eficazes
Geógrafo, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, autor de diversas teorias e projetos inovadores na geografia brasileira, tendo recebido o Prêmio Santista e o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, oferecido pelo CNPq, o prof. Aziz Ab'Saber demonstra grande preocupação com meio ambiente.
Em abril deste ano, Ab'Saber declarou que a frase mais triste que já ouviu ao longo de sua vida foi "Mãe, nós não temos mais nada nesse mundo". A frase foi proferida por uma criança para sua mãe, cujo barraco havia desmoronado após um temporal. À época, o professor afirmou que gostaria de repetir tal frase a FHC, ACM, Covas e outros políticos no poder. "As autoridades têm que aprender a complexidade do metabolismo urbano para dar uma solução à cidade", disse. Ab'Saber referia-se a conhecimentos básicos, como quantidades de lixo e esgoto produzidas pela população.
Antes de autoridades se darem conta, Ab'Saber já afirmava que despoluir o rio Tietê é uma grande utopia. "Não adianta querer limpar o rio, pois seus afluentes, pré-poluídos, continuarão nutrindo a insalubridade", afirmou.
Como os grandes geógrafos, Ab'Saber não consegue discorrer sobre a questão hídrica de forma isolada. Tudo no meio ambiente interage, e o papel que se joga no chão hoje, pode ser a gota d'água para inundar as cidades amanhã.
Com Ciência - O Brasil pode ser considerado um país rico em mananciais?
Ab'Saber - O Brasil, por sua extensão territorial e sua posição predominantemente entre os trópicos, com "pequena grande" área subtropical, é um dos países mais beneficiados por rios perenes do mundo. Ainda assim, há uma área de cerca de 750 mil km2 - o nordeste seco -, em que as drenagens são intermitentes. Trata-se de uma região grande, cerca de três vezes o estado de São Paulo. Observado em seu conjunto, o Brasil tem riquezas de recursos hídricos importantíssimos, atingindo seu ápice na Amazônia.
CC- A Amazônia possui reservas de água gigantescas - o suficiente para abastecer 500 milhões de pessoas durante cem anos. Que condições favorecem essa riqueza de recursos?
Ab'Saber - As precipitações dentro do território brasileiro são suficientes para garantir a perenidade de quase 7,5 milhões de espaços territoriais, sobretudo na Amazônia, onde as chuvas anuais variam entre 1600 e 3500 mm por quase 4 milhões de km2. Há regiões mais chuvosas, como Baixo-Amazonas e noroeste da Amazônia, e menos chuvosas, como a faixa transversal que vai de Roraima até as proximidades do Araguai. Mesmo assim, não houve impecilhos para se formar a floresta contínua, devido à colaboração do clima quente e úmido.
CC - Esse fenômeno não ocorre em regiões próximas à Amazônia, como nordeste seco e Brasil central. Quais as diferenças essenciais entre o cerrado (Brasil central) e a caatinga (nordeste seco)?
Ab'Saber - As variedades climáticas em regiões próximas apresentam características próprias. O nordeste seco apresenta drenagens intermitentes sazonais e abertas ao mar e o Brasil central caracteriza-se por clima tropical com uma estação chuvosa e outra relativamente seca, mas rios perenes - essa é a grande diferença entre os domínios dos cerrados e o das caatingas. As médias anuais de chuva no cerrado chegam a ser de duas a três vezes mais que as da caatinga. Para comparar, a região que recebe menos chuva no nordeste seco possui média pluvial anual de 268mm, sendo 850mm o máximo registrado.
CC - Como se comportam as chuvas na região tropical atlântica?
Ab'Saber - No Brasil tropical atlântico, que começa na faixa dos climas tropicais úmidos, na região costeira do nordeste, e vai se alargando na direção da Bahia, os rios são longos e muitas vezes nascem em climas secos e passam para o úmido. A partir do sul de Minas Gerais, essa área se interioriza muito, passando pelo Estado de São Paulo e do Paraná - viabilizando o clima subtropical e úmido deste estado e encerrando-se na porção oriental de Santa Catarina. Quando chega no planalto das araucárias, continua havendo chuva suficiente para manter cursos d'água importantes e perenes.
CC - O Sr. acha que, entre outros motivos, a riqueza hídrica da Amazônia é pólo de atração de interesses estrangeiros?
Ab'Saber - Sim. Uma das razões por que existe grande interesse em fazer o Brasil perder sua soberania sobre a Amazônia é essa. Muitos países não têm mais recursos hídricos disponíveis e, não sei porquê, acham que poderiam transportar para suas terras as águas da Amazônia - o que implicaria um custo imenso.
CC - Mas se há tanta água no Brasil, por que estamos passando por problemas tão sérios, como o racionamento de água da cidade de São Paulo?
Ab'Saber - Não basta verificar as condições de existência de águas em função da natureza climática e da perenidade das drenagens. O problema é mais sério. Trata-se da questão da distribuição de populações urbanas, indústrias, e espaços agrícolas mais importantes, que precisam de água natural e de água para realizar pivô para irrigação em terras mais secas, tornando-as produtivas. Essa distribuição anômala faz com que falte água em muitos lugares, sobretudo nas áreas metropolitanas. A grande São Paulo, por exemplo, tem cerca de 17 milhões de habitantes, enquanto Cuba e outros países têm por volta de 3 milhões. São Paulo, então, requereu, requer e requererá tanta água, que é difícil pensar em uma solução adequada.
CC - Por que o racionamento de água foi adotado? Quais os problemas que o Centro-Sul enfrenta que levaram a essa medida emergencial?
Ab'Saber - As águas nessa região destinam-se a quatro campos: água potável, água para fins industriais, água para serviços e limpeza pública e água para atender ao período de estiagem - entre agosto e setembro. Em função da grandiosidade espacial da região metropolitana e da exeqüibilidade de recursos locais - cabeceiras e manaciais que são diversos, mas não muito importantes -, toda a região está ameaçada. São Paulo nasceu na cabeceira do rio Tietê, mas de repente a cidade estorou e até a Cantareira corre perigo, devido à má administração e ao mal gerenciamento da serra tombada. Pessoas ricas estão subindo de Mairiporã para a Cantareira, de forma a olhar para São Paulo como se fosse um belvedere. No entanto, a única vista que terão será a da poluição. O problema hídrico deixou de ser uma questão associada apenas às taxas de precipitações, mas ao balanço entre as precipitações e a quantidade de água necessária para manter a população metropolitana, as indústrias, os serviços etc. Assim, São Paulo vai buscar água em locais cada vez mais distantes. É o caso de águas em regiões além-Cantareira, como Campinas, que já precisam capturar recursos de Minas Gerais, pois as águas disponíveis nas regiões mais próximas já foram capturadas pela Grande São Paulo. De modo geral, as capturas de água foram feitas das aguadas da Cantareira e do Alto Rio Grande e nas cabeceiras dos rios Pinheiros e Tietê. Mas isso é insuficiente para atender às necessidades da metrópole. Estamos, portanto, em um impasse: temos que buscar água além da bacia de São Paulo, mas muitos casos exigem altos custos e energia para fazer a transposição de águas de terrenos mais baixos para a cidade.
CC - O Sr. disse certa vez que despoluir o rio Tietê é uma prática inviável. Por quê?
Ab'Saber - As águas que são fundamentais para abastecimento são poluídas devido ao crescimento urbano caótico e envolvimento de algumas áreas de represamento de água que deveriam doar água permanentemente para São Paulo e, hoje, são poluídas antes de ser tratadas. O próprio tratamento tem muitos problemas - excesso de cloro e outras substâncias, principalmente no período em que as águas começam a secar - e a qualidade do recurso cai muito. Sendo os afluentes poluídos previamente, é impossível despoluir um rio como o Tietê.
CC - A situação de emergência em relação à poluição de recursos hídricos é uma questão apenas brasileira?
Ab'Saber - Em algumas partes do mundo a situação é até pior. Em certas cidades da Europa ocidental, os chafarizes históricos tradicionais estão soltando águas com espuma. Mas se levarmos em conta o volume de espumas que sai do Tietê a partir do alto vale do Tietê até pouco depois da cidade de Salto, tem-se um dos maiores valores de poluição hídrica do mundo. São águas fora de qualquer possibilidade de uso. Isso ocorre porque a drenagem tropical é muito densa e tem muitos córregos que estão entremeados por vida urbana, favelas e bairros carentes etc, e recebem, então, uma carga poluente que desemboca nos rios Tietê e Pinheiros.
CC - Como São Paulo deve pensar o futuro para solucionar essa questão?
Ab'Saber - A cidade deve pensar em muitas estratégias para resolver o problema. Água subterrânea é muito pouco. Serviria para um ou outro lugar na bacia de São Paulo, oferecendo poucos metros cúbicos por segundo de água. O lençol de água subterrânea mais importante hoje é o chamado lençol Guarani, mas esse lençol começa bem para dentro da depressão periférica, dirigindo-se à bacia do Paraná, ao oeste, o que é longe de São Paulo. Talvez algum dia haja uma idéia tecnocrática de fazer perfurações no lençol Guarani para trazer água a São Paulo sem grandes gastos de energia. A situação é altamente preocupante e pede estudos permanentes e soluções com hierarquia de prioridades.
ComCiência
Revista Eletrônica de Jornalismo Científico (acessado em 22 de julho de 2010
Questão hídrica: necessidade de estudos e soluções mais eficazes
Geógrafo, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, autor de diversas teorias e projetos inovadores na geografia brasileira, tendo recebido o Prêmio Santista e o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, oferecido pelo CNPq, o prof. Aziz Ab'Saber demonstra grande preocupação com meio ambiente.
Em abril deste ano, Ab'Saber declarou que a frase mais triste que já ouviu ao longo de sua vida foi "Mãe, nós não temos mais nada nesse mundo". A frase foi proferida por uma criança para sua mãe, cujo barraco havia desmoronado após um temporal. À época, o professor afirmou que gostaria de repetir tal frase a FHC, ACM, Covas e outros políticos no poder. "As autoridades têm que aprender a complexidade do metabolismo urbano para dar uma solução à cidade", disse. Ab'Saber referia-se a conhecimentos básicos, como quantidades de lixo e esgoto produzidas pela população.
Antes de autoridades se darem conta, Ab'Saber já afirmava que despoluir o rio Tietê é uma grande utopia. "Não adianta querer limpar o rio, pois seus afluentes, pré-poluídos, continuarão nutrindo a insalubridade", afirmou.
Como os grandes geógrafos, Ab'Saber não consegue discorrer sobre a questão hídrica de forma isolada. Tudo no meio ambiente interage, e o papel que se joga no chão hoje, pode ser a gota d'água para inundar as cidades amanhã.
Com Ciência - O Brasil pode ser considerado um país rico em mananciais?
Ab'Saber - O Brasil, por sua extensão territorial e sua posição predominantemente entre os trópicos, com "pequena grande" área subtropical, é um dos países mais beneficiados por rios perenes do mundo. Ainda assim, há uma área de cerca de 750 mil km2 - o nordeste seco -, em que as drenagens são intermitentes. Trata-se de uma região grande, cerca de três vezes o estado de São Paulo. Observado em seu conjunto, o Brasil tem riquezas de recursos hídricos importantíssimos, atingindo seu ápice na Amazônia.
CC- A Amazônia possui reservas de água gigantescas - o suficiente para abastecer 500 milhões de pessoas durante cem anos. Que condições favorecem essa riqueza de recursos?
Ab'Saber - As precipitações dentro do território brasileiro são suficientes para garantir a perenidade de quase 7,5 milhões de espaços territoriais, sobretudo na Amazônia, onde as chuvas anuais variam entre 1600 e 3500 mm por quase 4 milhões de km2. Há regiões mais chuvosas, como Baixo-Amazonas e noroeste da Amazônia, e menos chuvosas, como a faixa transversal que vai de Roraima até as proximidades do Araguai. Mesmo assim, não houve impecilhos para se formar a floresta contínua, devido à colaboração do clima quente e úmido.
CC - Esse fenômeno não ocorre em regiões próximas à Amazônia, como nordeste seco e Brasil central. Quais as diferenças essenciais entre o cerrado (Brasil central) e a caatinga (nordeste seco)?
Ab'Saber - As variedades climáticas em regiões próximas apresentam características próprias. O nordeste seco apresenta drenagens intermitentes sazonais e abertas ao mar e o Brasil central caracteriza-se por clima tropical com uma estação chuvosa e outra relativamente seca, mas rios perenes - essa é a grande diferença entre os domínios dos cerrados e o das caatingas. As médias anuais de chuva no cerrado chegam a ser de duas a três vezes mais que as da caatinga. Para comparar, a região que recebe menos chuva no nordeste seco possui média pluvial anual de 268mm, sendo 850mm o máximo registrado.
CC - Como se comportam as chuvas na região tropical atlântica?
Ab'Saber - No Brasil tropical atlântico, que começa na faixa dos climas tropicais úmidos, na região costeira do nordeste, e vai se alargando na direção da Bahia, os rios são longos e muitas vezes nascem em climas secos e passam para o úmido. A partir do sul de Minas Gerais, essa área se interioriza muito, passando pelo Estado de São Paulo e do Paraná - viabilizando o clima subtropical e úmido deste estado e encerrando-se na porção oriental de Santa Catarina. Quando chega no planalto das araucárias, continua havendo chuva suficiente para manter cursos d'água importantes e perenes.
CC - O Sr. acha que, entre outros motivos, a riqueza hídrica da Amazônia é pólo de atração de interesses estrangeiros?
Ab'Saber - Sim. Uma das razões por que existe grande interesse em fazer o Brasil perder sua soberania sobre a Amazônia é essa. Muitos países não têm mais recursos hídricos disponíveis e, não sei porquê, acham que poderiam transportar para suas terras as águas da Amazônia - o que implicaria um custo imenso.
CC - Mas se há tanta água no Brasil, por que estamos passando por problemas tão sérios, como o racionamento de água da cidade de São Paulo?
Ab'Saber - Não basta verificar as condições de existência de águas em função da natureza climática e da perenidade das drenagens. O problema é mais sério. Trata-se da questão da distribuição de populações urbanas, indústrias, e espaços agrícolas mais importantes, que precisam de água natural e de água para realizar pivô para irrigação em terras mais secas, tornando-as produtivas. Essa distribuição anômala faz com que falte água em muitos lugares, sobretudo nas áreas metropolitanas. A grande São Paulo, por exemplo, tem cerca de 17 milhões de habitantes, enquanto Cuba e outros países têm por volta de 3 milhões. São Paulo, então, requereu, requer e requererá tanta água, que é difícil pensar em uma solução adequada.
CC - Por que o racionamento de água foi adotado? Quais os problemas que o Centro-Sul enfrenta que levaram a essa medida emergencial?
Ab'Saber - As águas nessa região destinam-se a quatro campos: água potável, água para fins industriais, água para serviços e limpeza pública e água para atender ao período de estiagem - entre agosto e setembro. Em função da grandiosidade espacial da região metropolitana e da exeqüibilidade de recursos locais - cabeceiras e manaciais que são diversos, mas não muito importantes -, toda a região está ameaçada. São Paulo nasceu na cabeceira do rio Tietê, mas de repente a cidade estorou e até a Cantareira corre perigo, devido à má administração e ao mal gerenciamento da serra tombada. Pessoas ricas estão subindo de Mairiporã para a Cantareira, de forma a olhar para São Paulo como se fosse um belvedere. No entanto, a única vista que terão será a da poluição. O problema hídrico deixou de ser uma questão associada apenas às taxas de precipitações, mas ao balanço entre as precipitações e a quantidade de água necessária para manter a população metropolitana, as indústrias, os serviços etc. Assim, São Paulo vai buscar água em locais cada vez mais distantes. É o caso de águas em regiões além-Cantareira, como Campinas, que já precisam capturar recursos de Minas Gerais, pois as águas disponíveis nas regiões mais próximas já foram capturadas pela Grande São Paulo. De modo geral, as capturas de água foram feitas das aguadas da Cantareira e do Alto Rio Grande e nas cabeceiras dos rios Pinheiros e Tietê. Mas isso é insuficiente para atender às necessidades da metrópole. Estamos, portanto, em um impasse: temos que buscar água além da bacia de São Paulo, mas muitos casos exigem altos custos e energia para fazer a transposição de águas de terrenos mais baixos para a cidade.
CC - O Sr. disse certa vez que despoluir o rio Tietê é uma prática inviável. Por quê?
Ab'Saber - As águas que são fundamentais para abastecimento são poluídas devido ao crescimento urbano caótico e envolvimento de algumas áreas de represamento de água que deveriam doar água permanentemente para São Paulo e, hoje, são poluídas antes de ser tratadas. O próprio tratamento tem muitos problemas - excesso de cloro e outras substâncias, principalmente no período em que as águas começam a secar - e a qualidade do recurso cai muito. Sendo os afluentes poluídos previamente, é impossível despoluir um rio como o Tietê.
CC - A situação de emergência em relação à poluição de recursos hídricos é uma questão apenas brasileira?
Ab'Saber - Em algumas partes do mundo a situação é até pior. Em certas cidades da Europa ocidental, os chafarizes históricos tradicionais estão soltando águas com espuma. Mas se levarmos em conta o volume de espumas que sai do Tietê a partir do alto vale do Tietê até pouco depois da cidade de Salto, tem-se um dos maiores valores de poluição hídrica do mundo. São águas fora de qualquer possibilidade de uso. Isso ocorre porque a drenagem tropical é muito densa e tem muitos córregos que estão entremeados por vida urbana, favelas e bairros carentes etc, e recebem, então, uma carga poluente que desemboca nos rios Tietê e Pinheiros.
CC - Como São Paulo deve pensar o futuro para solucionar essa questão?
Ab'Saber - A cidade deve pensar em muitas estratégias para resolver o problema. Água subterrânea é muito pouco. Serviria para um ou outro lugar na bacia de São Paulo, oferecendo poucos metros cúbicos por segundo de água. O lençol de água subterrânea mais importante hoje é o chamado lençol Guarani, mas esse lençol começa bem para dentro da depressão periférica, dirigindo-se à bacia do Paraná, ao oeste, o que é longe de São Paulo. Talvez algum dia haja uma idéia tecnocrática de fazer perfurações no lençol Guarani para trazer água a São Paulo sem grandes gastos de energia. A situação é altamente preocupante e pede estudos permanentes e soluções com hierarquia de prioridades.
ComCiência
Revista Eletrônica de Jornalismo Científico (acessado em 22 de julho de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Atualização - geopolítica América do Sul
Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, concordaram nesta terça-feira (10) em retomar as relações diplomáticas rompidas no último mês.
O acordo assinado hoje prevê o “estrito cumprimento do direito internacional” e defende “não ingerência em assuntos internos” e “respeito à soberania e integridade territorial”.
A retomada das relações foi anunciada em coletiva de imprensa após mais de três horas de reunião entre os dois presidentes, na cidade colombiana de Santa Marta, onde morreu Simon Bolívar, figura histórica considerada um herói pelos dois países.
Em referência às farpas trocadas no passado, o recém empossado presidente Santos afirmou que “pessoas que tiveram tantas diferenças como nós decidiram virar a página – isso é algo que temos que celebrar”.
Santos destacou que a reunião de hoje teve um “diálogo franco e sincero”, e qualificou o encontro como “grande passo no restabelecimento da confiança” entre os dois países.
A “declaração de princípios” acordada hoje prevê ainda o pagamento das dívidas que Venezuela tem com os exportadores colombianos, medidas de desenvolvimento da região da fronteira e matérias de infraestrutura conjunta.
Santos também tocou na questão mais delicada do encontro, a suposta presença de guerrilheiros em território venezuelano. “Hugo Chávez me reiterou hoje que não vai permitir elementos à margem da lei em seu território”, afirmou. “Isso para gente é bem importante, e é importante para manter as relações em bases firmes.”
Ao seu lado, Chávez reiterou que o governo da Venezuela “não apoia, nem permite a presença da guerrilha, do terrorismo ou do narcotráfico” em seu território - e que perseguir essas forças é parte de sua função como presidente.
"Se eu apoiasse a guerrilha, em 11 anos, isso teria sido notado", afirmou. "Eu não apoio a guerrilha, quem ainda desconfia, que se convença disso."
O presidente venezuelano acrescentou que militares de venezuelanos patrulharam as regiões indicadas pela Colômbia e não acharam nenhum acampamento guerrilheiro.
Sobre o futuro, Chávez pediu maior diálogo entre os dois governos. “Sobre qualquer informe, relatório, tenha a gravidade que tiver, que nos comuniquemos!”
O presidente venezuelano também destacou que Colômbia e Venezuela são “uma mesma nação” e devem “aprender a conviver”.
“Eu me sinto colombiano, aqui me sinto em minha pátria”, declarou Chávez, e reiterou em seguida que reconhece plenamente a autoridade de Santos como presidente.
Histórico
Chávez rompeu relações diplomáticas com Colômbia no último dia 22 de julho, logo após o governo chefiado por Álvaro Uribe acusar a Venezuela de ser tolerante com guerrilheiros colombianos.
A acusação, feita em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, apresentava fotos e mapas como provas de que existem acampamentos da guerrilha em território da Venezuela, e pedia o envio de uma missão internacional para verificar sua presença.
Chávez negou as acusações e acusou a Colômbia de planejar um ataque militar contra a Venezuela, alimentando um embate que se manteve até o final do mandato de Uribe, no último sábado, quando Santos assumiu o poder.
As relações bilaterais já estavam em suspenso desde o ano passado devido às divergências da Venezuela por causa de um acordo militar que a Colômbia assinou com os Estados Unidos, e por causa da escalada no enfrentamento que Chávez e Uribe mantiveram nos últimos anos.
Esse esfriamento provocou a perda de dezenas de milhares de empregos na região da fronteira, assim como uma grande queda das exportações colombianas para a Venezuela
O acordo assinado hoje prevê o “estrito cumprimento do direito internacional” e defende “não ingerência em assuntos internos” e “respeito à soberania e integridade territorial”.
A retomada das relações foi anunciada em coletiva de imprensa após mais de três horas de reunião entre os dois presidentes, na cidade colombiana de Santa Marta, onde morreu Simon Bolívar, figura histórica considerada um herói pelos dois países.
Em referência às farpas trocadas no passado, o recém empossado presidente Santos afirmou que “pessoas que tiveram tantas diferenças como nós decidiram virar a página – isso é algo que temos que celebrar”.
Santos destacou que a reunião de hoje teve um “diálogo franco e sincero”, e qualificou o encontro como “grande passo no restabelecimento da confiança” entre os dois países.
A “declaração de princípios” acordada hoje prevê ainda o pagamento das dívidas que Venezuela tem com os exportadores colombianos, medidas de desenvolvimento da região da fronteira e matérias de infraestrutura conjunta.
Santos também tocou na questão mais delicada do encontro, a suposta presença de guerrilheiros em território venezuelano. “Hugo Chávez me reiterou hoje que não vai permitir elementos à margem da lei em seu território”, afirmou. “Isso para gente é bem importante, e é importante para manter as relações em bases firmes.”
Ao seu lado, Chávez reiterou que o governo da Venezuela “não apoia, nem permite a presença da guerrilha, do terrorismo ou do narcotráfico” em seu território - e que perseguir essas forças é parte de sua função como presidente.
"Se eu apoiasse a guerrilha, em 11 anos, isso teria sido notado", afirmou. "Eu não apoio a guerrilha, quem ainda desconfia, que se convença disso."
O presidente venezuelano acrescentou que militares de venezuelanos patrulharam as regiões indicadas pela Colômbia e não acharam nenhum acampamento guerrilheiro.
Sobre o futuro, Chávez pediu maior diálogo entre os dois governos. “Sobre qualquer informe, relatório, tenha a gravidade que tiver, que nos comuniquemos!”
O presidente venezuelano também destacou que Colômbia e Venezuela são “uma mesma nação” e devem “aprender a conviver”.
“Eu me sinto colombiano, aqui me sinto em minha pátria”, declarou Chávez, e reiterou em seguida que reconhece plenamente a autoridade de Santos como presidente.
Histórico
Chávez rompeu relações diplomáticas com Colômbia no último dia 22 de julho, logo após o governo chefiado por Álvaro Uribe acusar a Venezuela de ser tolerante com guerrilheiros colombianos.
A acusação, feita em reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, apresentava fotos e mapas como provas de que existem acampamentos da guerrilha em território da Venezuela, e pedia o envio de uma missão internacional para verificar sua presença.
Chávez negou as acusações e acusou a Colômbia de planejar um ataque militar contra a Venezuela, alimentando um embate que se manteve até o final do mandato de Uribe, no último sábado, quando Santos assumiu o poder.
As relações bilaterais já estavam em suspenso desde o ano passado devido às divergências da Venezuela por causa de um acordo militar que a Colômbia assinou com os Estados Unidos, e por causa da escalada no enfrentamento que Chávez e Uribe mantiveram nos últimos anos.
Esse esfriamento provocou a perda de dezenas de milhares de empregos na região da fronteira, assim como uma grande queda das exportações colombianas para a Venezuela
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
simulado Uerj - 2o EQ 2011
1) Lula tentará mediar crise entre Caracas e Bogotá
A crise entre Colômbia e Venezuela que será discutida hoje à reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Quito, no Equador deve ser mediada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem do Estadão, Lula disse ontem que o tempo “é de paz e não de guerra”. A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo do presidente Hugo Chávez, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.
Em relação a atitude brasileira no âmbito dos Blocos econômicos latino americanos .
a)Possui relação controvérsia
b)Reafirma liderança geopolítica no continente
c)Aumenta claramente a subordinação aos EUA
d)Distribui a influência de forma igualitária aos demais membros da UNASUL.
2) Computador chega a 36% das residências brasileiras
Pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostra que 36% das casas do país mantiveram ao menos computador em suas dependências em 2009. De acordo com reportagem da Folha, o número equivale um aumento de 30% em relação a 2008, ano em que apenas 28% tinham computador em casas no perímetro urbano. Segundo o levantamento, o aumento foi visto também em relação ao acesso à internet nas casas brasileiras: de 20% em 2008 para 27% dos domicílios no ano seguinte, o que representa um aumento de 35% no período.
Apesar do aumento, o Brasil ainda pode ser considerado distante dos países desenvolvidos no que diz respeito a utilização de computadores em domicílios,o que reflete uma das característica típica do fenômeno da “GLOBALIZAÇÃO”mediante : .
a)utilização de computadores por todos os habitantes do planeta.
b)distribuição homogênea da rede de informações
c)interseção de culturas homogêneas gerando a sociedade única.
d)abrangência diferenciada em relação aos territórios .
3) Telefônica anuncia compra do controle da Vivo
Após uma longa batalha, a companhia espanhola Telefônica anunciou o acordo para assumir o controle acionário da Vivo, a maior operadora de celular do Brasil. De acordo com reportagem do jornal Estado de S. Paulo, a empresa chegou a um acordo para a compra dos 50% da participação da Portugal Telecom (PT) na Brasilcel, holding que tem 60% das ações da Vivo. A transação entre as duas empresas está estimada 7,5 bilhões de euros, o equivalente a R$ 17,2 bilhões.
Em relação a dinâmica empresarial das megacorporações citadas, a passagem faz alusão a :a) cartéis
b) truste
c) monopolização
d) dumping
4) “Estrada recuperada em São Paulo dura menos de um ano”
O relato acima merece destaque no Brasil devido a principalmente:
a)Baixo investimento em rodovias
b)baixa tributação aos usuários de rodovias
c)intemperismo químico físico relacionado a climas úmidos
d)baixo índice de estatização de indústrias
A crise entre Colômbia e Venezuela que será discutida hoje à reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Quito, no Equador deve ser mediada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem do Estadão, Lula disse ontem que o tempo “é de paz e não de guerra”. A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo do presidente Hugo Chávez, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.
Em relação a atitude brasileira no âmbito dos Blocos econômicos latino americanos .
a)Possui relação controvérsia
b)Reafirma liderança geopolítica no continente
c)Aumenta claramente a subordinação aos EUA
d)Distribui a influência de forma igualitária aos demais membros da UNASUL.
2) Computador chega a 36% das residências brasileiras
Pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostra que 36% das casas do país mantiveram ao menos computador em suas dependências em 2009. De acordo com reportagem da Folha, o número equivale um aumento de 30% em relação a 2008, ano em que apenas 28% tinham computador em casas no perímetro urbano. Segundo o levantamento, o aumento foi visto também em relação ao acesso à internet nas casas brasileiras: de 20% em 2008 para 27% dos domicílios no ano seguinte, o que representa um aumento de 35% no período.
Apesar do aumento, o Brasil ainda pode ser considerado distante dos países desenvolvidos no que diz respeito a utilização de computadores em domicílios,o que reflete uma das característica típica do fenômeno da “GLOBALIZAÇÃO”mediante : .
a)utilização de computadores por todos os habitantes do planeta.
b)distribuição homogênea da rede de informações
c)interseção de culturas homogêneas gerando a sociedade única.
d)abrangência diferenciada em relação aos territórios .
3) Telefônica anuncia compra do controle da Vivo
Após uma longa batalha, a companhia espanhola Telefônica anunciou o acordo para assumir o controle acionário da Vivo, a maior operadora de celular do Brasil. De acordo com reportagem do jornal Estado de S. Paulo, a empresa chegou a um acordo para a compra dos 50% da participação da Portugal Telecom (PT) na Brasilcel, holding que tem 60% das ações da Vivo. A transação entre as duas empresas está estimada 7,5 bilhões de euros, o equivalente a R$ 17,2 bilhões.
Em relação a dinâmica empresarial das megacorporações citadas, a passagem faz alusão a :a) cartéis
b) truste
c) monopolização
d) dumping
4) “Estrada recuperada em São Paulo dura menos de um ano”
O relato acima merece destaque no Brasil devido a principalmente:
a)Baixo investimento em rodovias
b)baixa tributação aos usuários de rodovias
c)intemperismo químico físico relacionado a climas úmidos
d)baixo índice de estatização de indústrias
sexta-feira, 25 de junho de 2010
dicas
Dicas gerais
Dificilmente existirá, em concursos militares, um bom aluno em Geografia que não se dedique bastante à História, pois os conteúdos devem ser trabalhados de maneira conjunta, sendo imprescindível a noção do período de ocorrência dos diferentes acontecimentos.
Uma perceptível tendência em provas do Exército Brasileiro é o aumento do número de questões de Geografia Física, relacionadas, sem dúvida, à ampliação da preocupação do ser humano com o meio ambiente em detrimento aos outros temas, além disso, dificilmente questões relacionadas diretamente à forma de governo no período militar farão parte dos exames.
Para os interessados em integrar o quadro de sargentos do Exército Brasileiro, é necessário ter conhecimento de que a prova é composta por seis questões objetivas, contendo cinco opções cada, caracterizada pelo nível mediano de dificuldade, e por ter conteúdo restrito à Geografia do Brasil. As questões não exigem um aprimorado nível de raciocínio lógico, porém necessitam de bom nível de estudo, atenção a temas, como problemas ambientais contemporâneos( Aquecimento Global, desertificação, chuvas ácidas, impermeabilização do solo urbano) e ainda relacionados à parte física, os domínios morfoclimáticos brasileiros, com foco nos diferentes climas e vegetações do Brasil. Uma boa dica nessa área refere-se às enchentes que vêm recentemente assolando a região Nordeste. Outros temas, como a dinâmica populacional brasileira (Transição demográfica e IDH), formação e evolução territorial brasileira são imprescindíveis aos estudantes e, em ano de eleições, vale lembrar-se do sistema eleitoral brasileiro.
Aos que almejam ingressar o quadro de tenentes, através da ESaEx, é necessário saber que a prova é composta por 10 questões objetivas, contendo 5 opções cada, apresenta nível elevado de conhecimento, sendo caracterizada por ser um exame extremamente conteudista. Mais uma vez, ênfase na Geografia Física, mais precisamente no arcabouço geológico brasileiro, classificação do relevo segundo Jurandyr Ross, fatores climáticos e dinâmica climática brasileira, além dos domínios morfoclimáticos com aprofundamento no D omínio Amazônico. A dica desse ano: “As jazidas petrolíferas do Pré-sal, formação e a polêmica exploração (questão dos Royalties), a banca elaboradora tem uma notória inclinação as idéias do geógrafo Milton Santos (sua bibliografia é fundamental aos que não fazem cursos preparatórios), temas como a desmetropolização, involução metropolitana, divisões regionais brasileiras, localização industrial são bastante cobrados. Deve-se ressaltar que o conteúdo dessa avaliação não é totalmente restrito à Geografia do Brasil, por exemplo, a relação brasileira com os países do Mercosul também é muito importante .
Dificilmente existirá, em concursos militares, um bom aluno em Geografia que não se dedique bastante à História, pois os conteúdos devem ser trabalhados de maneira conjunta, sendo imprescindível a noção do período de ocorrência dos diferentes acontecimentos.
Uma perceptível tendência em provas do Exército Brasileiro é o aumento do número de questões de Geografia Física, relacionadas, sem dúvida, à ampliação da preocupação do ser humano com o meio ambiente em detrimento aos outros temas, além disso, dificilmente questões relacionadas diretamente à forma de governo no período militar farão parte dos exames.
Para os interessados em integrar o quadro de sargentos do Exército Brasileiro, é necessário ter conhecimento de que a prova é composta por seis questões objetivas, contendo cinco opções cada, caracterizada pelo nível mediano de dificuldade, e por ter conteúdo restrito à Geografia do Brasil. As questões não exigem um aprimorado nível de raciocínio lógico, porém necessitam de bom nível de estudo, atenção a temas, como problemas ambientais contemporâneos( Aquecimento Global, desertificação, chuvas ácidas, impermeabilização do solo urbano) e ainda relacionados à parte física, os domínios morfoclimáticos brasileiros, com foco nos diferentes climas e vegetações do Brasil. Uma boa dica nessa área refere-se às enchentes que vêm recentemente assolando a região Nordeste. Outros temas, como a dinâmica populacional brasileira (Transição demográfica e IDH), formação e evolução territorial brasileira são imprescindíveis aos estudantes e, em ano de eleições, vale lembrar-se do sistema eleitoral brasileiro.
Aos que almejam ingressar o quadro de tenentes, através da ESaEx, é necessário saber que a prova é composta por 10 questões objetivas, contendo 5 opções cada, apresenta nível elevado de conhecimento, sendo caracterizada por ser um exame extremamente conteudista. Mais uma vez, ênfase na Geografia Física, mais precisamente no arcabouço geológico brasileiro, classificação do relevo segundo Jurandyr Ross, fatores climáticos e dinâmica climática brasileira, além dos domínios morfoclimáticos com aprofundamento no D omínio Amazônico. A dica desse ano: “As jazidas petrolíferas do Pré-sal, formação e a polêmica exploração (questão dos Royalties), a banca elaboradora tem uma notória inclinação as idéias do geógrafo Milton Santos (sua bibliografia é fundamental aos que não fazem cursos preparatórios), temas como a desmetropolização, involução metropolitana, divisões regionais brasileiras, localização industrial são bastante cobrados. Deve-se ressaltar que o conteúdo dessa avaliação não é totalmente restrito à Geografia do Brasil, por exemplo, a relação brasileira com os países do Mercosul também é muito importante .
domingo, 13 de junho de 2010
comentários exame de qualificação UERJ 2011 - (folha dirigida)
Comentários – Prova Ciências Humanas
A prova não fugiu o padrão convencional de sua banca. Temas como a evolução dos processos produtivos, relação entre macroeconomia e ação do Estado, fenômeno da globalização, evolução demográfica, problemas agrários brasileiros, e a já corriqueira “problemática urbanização” foram temas relevantes .Gostaria de parabenizar os elaboradores pela utilização de temas muito importantes à contextualização dos vestibulandos a questões contemporâneas (e, ou atualidades) sem deixar de lado conceitos básicos da ciência geográfica.
O grau de dificuldade pode ser considerado mediano a fácil, totalmente enquadrado em uma proposta transdiciplinar de ciências humanas (Geografia, história, sociologia, economia e artes) condizente ao atual grau de estudo (1º semestre da maioria dos vestibulandos), não existem questões plausíveis de recurso em minha opinião. Porém as reclamações em relação à similaridade entre alternativas foram marcantes na saída do exame.
A prova não fugiu o padrão convencional de sua banca. Temas como a evolução dos processos produtivos, relação entre macroeconomia e ação do Estado, fenômeno da globalização, evolução demográfica, problemas agrários brasileiros, e a já corriqueira “problemática urbanização” foram temas relevantes .Gostaria de parabenizar os elaboradores pela utilização de temas muito importantes à contextualização dos vestibulandos a questões contemporâneas (e, ou atualidades) sem deixar de lado conceitos básicos da ciência geográfica.
O grau de dificuldade pode ser considerado mediano a fácil, totalmente enquadrado em uma proposta transdiciplinar de ciências humanas (Geografia, história, sociologia, economia e artes) condizente ao atual grau de estudo (1º semestre da maioria dos vestibulandos), não existem questões plausíveis de recurso em minha opinião. Porém as reclamações em relação à similaridade entre alternativas foram marcantes na saída do exame.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Sai do papel a criação de Angra 3 .
A construção da Usina de Angra 3, projeto engavetado há 35 anos, vai começar a sair do papel ainda no governo Lula. Ontem, a Eletronuclear obteve da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a licença de construção, que permite o início das obras do prédio do reator. A previsão para a operação da usina, porém, é entre 2015 e início de 2016. "Esse é o marco zero do projeto", afirmou o presidente da CNEN, Odair Dias Gonçalves.
O projeto de Angra 3 foi elaborado durante a assinatura do acordo nuclear Brasil-Alemanha. Na época, o governo brasileiro comprou equipamentos para construir as usinas de Angra 2 e Angra 3. Os materiais, que chegaram ao Brasil ainda na década de 70, continuam armazenados. Em 1984, a Eletronuclear chegou a retomar o projeto de Angra 3, mas as obras de preparação do terreno foram interrompidas dois anos depois.
Para Gonçalves, o fato de as duas usinas terem projetos semelhantes acelerou o trabalho de licenciamento. Além disso, permitiu redução significativa nos custos, que ficaram em torno de 20% do valor do licenciamento de nova usina nuclear, que gira em torno de US$ 100 milhões.
A licença foi liberada pela CNEN com 30 condicionantes. A maior parte são adaptações que permitam ao projeto de Angra 3 segurança semelhante ou maior do que a de Angra 2. Um exemplo é a exigência de maior detalhamento sobre sísmica, em razão do recente abalo no Chile, sentido no litoral de São Paulo. O superintendente de Gerenciamento de Empreendimentos da Eletronuclear, Luiz Manuel Messias, espera iniciar até o fim desta semana a concretagem do prédio onde será instalado o reator.
Segundo Messias, à medida que as exigências forem cumpridas pela Eletronuclear, a CNEN concede outras autorizações para a execução das obras da usina, que terá 1,4 mil MW de potência. "A partir de agora, não existe nenhum impedimento legal às obras do projeto", comemorou.
A Eletronuclear previa o início da construção de Angra 3 em 2009, mas a dificuldade de obter as licenças alterou o cronograma. Além da demora da autorização da CNEN, a estatal enfrentou problemas para conseguir a licença do uso do solo pela prefeitura de Angra dos Reis, onde está localizado o complexo nuclear.
Outro ponto que provocou atraso foi a discussão com o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o valor do contrato original, firmado com a Andrade Gutierrez em 1983. O acordo com o TCU, que reduziu em R$ 120 milhões o valor do contrato, para R$ 1,3 bilhão, foi concluído em novembro de 2009.
Licenças. A licença de construção não é a última que a Eletronuclear precisava para tocar o projeto. A usina ainda precisa da licença de uso de material radioativo, da licença prévia e da licença permanente. "Essas licenças serão obtidas entre o fim de 2014 e 2015", disse Messias. A previsão de investimentos em Angra 3 gira em torno de R$ 9 bilhões. Para este ano, a expectativa é gastar R$ 800 milhões no projeto.
Para o presidente do CNEN, a licença de Angra 3 é um marco na história do programa nuclear brasileiro. Para Gonçalves, independentemente do resultado das eleições, o programa é "irreversível".
O projeto de Angra 3 foi elaborado durante a assinatura do acordo nuclear Brasil-Alemanha. Na época, o governo brasileiro comprou equipamentos para construir as usinas de Angra 2 e Angra 3. Os materiais, que chegaram ao Brasil ainda na década de 70, continuam armazenados. Em 1984, a Eletronuclear chegou a retomar o projeto de Angra 3, mas as obras de preparação do terreno foram interrompidas dois anos depois.
Para Gonçalves, o fato de as duas usinas terem projetos semelhantes acelerou o trabalho de licenciamento. Além disso, permitiu redução significativa nos custos, que ficaram em torno de 20% do valor do licenciamento de nova usina nuclear, que gira em torno de US$ 100 milhões.
A licença foi liberada pela CNEN com 30 condicionantes. A maior parte são adaptações que permitam ao projeto de Angra 3 segurança semelhante ou maior do que a de Angra 2. Um exemplo é a exigência de maior detalhamento sobre sísmica, em razão do recente abalo no Chile, sentido no litoral de São Paulo. O superintendente de Gerenciamento de Empreendimentos da Eletronuclear, Luiz Manuel Messias, espera iniciar até o fim desta semana a concretagem do prédio onde será instalado o reator.
Segundo Messias, à medida que as exigências forem cumpridas pela Eletronuclear, a CNEN concede outras autorizações para a execução das obras da usina, que terá 1,4 mil MW de potência. "A partir de agora, não existe nenhum impedimento legal às obras do projeto", comemorou.
A Eletronuclear previa o início da construção de Angra 3 em 2009, mas a dificuldade de obter as licenças alterou o cronograma. Além da demora da autorização da CNEN, a estatal enfrentou problemas para conseguir a licença do uso do solo pela prefeitura de Angra dos Reis, onde está localizado o complexo nuclear.
Outro ponto que provocou atraso foi a discussão com o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o valor do contrato original, firmado com a Andrade Gutierrez em 1983. O acordo com o TCU, que reduziu em R$ 120 milhões o valor do contrato, para R$ 1,3 bilhão, foi concluído em novembro de 2009.
Licenças. A licença de construção não é a última que a Eletronuclear precisava para tocar o projeto. A usina ainda precisa da licença de uso de material radioativo, da licença prévia e da licença permanente. "Essas licenças serão obtidas entre o fim de 2014 e 2015", disse Messias. A previsão de investimentos em Angra 3 gira em torno de R$ 9 bilhões. Para este ano, a expectativa é gastar R$ 800 milhões no projeto.
Para o presidente do CNEN, a licença de Angra 3 é um marco na história do programa nuclear brasileiro. Para Gonçalves, independentemente do resultado das eleições, o programa é "irreversível".
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